Como seria um serviço de trabalho doméstico industrializado e subsidiado pelo governo? Com base no texto de Angela Davis, quero propor um exercício de imaginar a coletivização dos afazeres de casa
Proposta de valor
Como seria um serviço de trabalho doméstico industrializado e subsidiado pelo governo? Com base no texto de Angela Davis, quero propor um exercício de imaginar a coletivização dos afazeres de casa
Pesquisa
Como as tarefas domésticas não geram lucro, o trabalho doméstico foi naturalmente definido como uma forma inferior de trabalho, em comparação com a atividade assalariada capitalista.
Os incontáveis afazeres que, juntos, são conhecidos como “tarefas domésticas” – cozinhar, lavar a louça, lavar a roupa, arrumar a cama, varrer o chão, ir às compras etc. –, ao que tudo indica, consomem, em média, de 3 mil a 4 mil horas do ano de uma dona de casa[1].
Por mais impressionante que essa estatística seja, ela não é sequer uma estimativa da atenção constante e impossível de ser quantificada que as mães precisam dar às suas crianças. Assim como as obrigações maternas de uma mulher são aceitas como naturais, seu infinito esforço como dona de casa raramente é reconhecido no interior da família.
As tarefas domésticas são, afinal de contas, praticamente invisíveis: “Ninguém as percebe, exceto quando não são feitas – notamos a cama desfeita, não o chão esfregado e lustrado”[2]. Invisíveis, repetitivas, exaustivas, improdutivas e nada criativas – esses são os adjetivos que melhor capturam a natureza das tarefas domésticas.
Hipóteses
Oferecendo uma experiência única ao cidadão que se relaciona com o governo para acessar produtos e serviços públicos, diminuímos o esforço necessário (carga cognitiva) para concluir a tarefa de contratação do serviço de limpeza domiciliar
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